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Replicando importante mensagem da organização Meu Rio, em http://meurio.org.br/na_atividade/1/assine_embaixo/transparencia-nas-obras-do-maracana .

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Nesta terça-feira, dia 

 27 de Setembro, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro poderá aprovar um Projeto de Lei que autoriza o Governo do Estado a contrair uma dívida de mais de 220 milhões de Reais (120 milhões de Dólares) para cobrir os sucessivos aumentos do orçamento das obras do Maracanã. Enquanto isso, as obras, que hoje estão orçadas em quase 1 bilhão de Reais, prosseguem sem que documentos que explicam o uso de tais recursos sejam divulgados. Ou seja: nossos governantes querem contrair uma dívida em nosso nome e com nossos recursos sem que a gente saiba em detalhes qual será o destino do dinheiro obtido. Nós temos poucos dias para dar um basta à falta de transparência nas obras públicas.

O Maracanã, como todos sabem, simboliza muito mais para os cariocas do que um simples estádio. No seu campo nós vimos a história do futebol brasileiro acontecer. Da geral e das arquibancadas lotadas, nós comemoramos, choramos, cantamos, sofremos e vibramos. Juntos. O Estádio Jornalista Mário Filho é um monumento à democracia do nosso futebol, uma construção incorporada à paisagem da cidade e um patrimônio tombado pelo IPHAN. Neste exato momento, o nosso Maracanã está sofrendo alterações irreversíveis em um processo nada transparente. Tudo está acontecendo muito rápido, com pouca abertura para a sociedade. A principal preocupação parecer ser a de entregar, no prazo, uma “Nova Arena da FIFA” e não um “Estádio dos Cariocas”, como o Maracanã sempre foi.

O plano inicial era que a reforma do Maracanã fosse feita através de uma parceria público-privado (PPP). Porém, o Governo do Estado e o BNDES estão arcando com todos os custos da reforma, investindo dinheiro dos cariocas em um estádio que passará para a iniciativa privada após a Copa de 2014. Pois é, esse é o seu dinheiro que está sendo investindo em um projeto no qual você não foi devidamente consultado e onde não houve transparência de gastos.

Parece piada mas é um cenário que vem se repetindo em muitos outros projetos de infraestrutura pela cidade. Por isso a quantidade de assinaturas desta petição é tão importante. Se muitas pessoas aderirem a essa campanha podemos criar jurisprudência para casos semelhantes, deixando claro que os cariocas não vão dar mole com a falta de transparência.

O Maracanã é seu, é meu, é nosso e de mais ninguém! Nós cariocas precisamos discutir o passado, o presente e o futuro do Maracanã. Você tem o direito de dizer que Maracanã você quer, mas isso só é possível com um processo transparente. O primeiro passo é exigirmos a liberação de todos os documentos públicos referentes à reforma e que estão sendo privados de quem está realmente bancando as obras. Precisamos mostrar nossa indignação ao Governo do Estado e à ALERJ e exigir que os investimentos no espaço público sejam feitos com transparência e participação. E que fique claro: pisou no Maracanã, mexeu com o Carioca. Porque o Maraca é nosso!

Confira a lista completa dos documentos que queremos ver publicados em nosso Blog

Replicando meu post em http://www.jornalcorporativo.com.br/companhias/item/11887-gest%C3%A3o-social-responsabilidade-social-contra-a-corrup%C3%A7%C3%A3o.html onde escrevo todo mês.

A corrupção é uma das principais formas de desvio de recursos das empresas e, por ser prática ilegal, deve ser combatida. Pois, além da questão ética envolvida na obtenção de vantagens ilegais por parte de uma minoria, aumenta a desigualdade, gera questionamentos sobre o sistema de negócios e traz desconfiança para os investidores, que, consequentemente, deixam de aplicar ali seu capital. Gera ainda reações negativas por parte dos consumidores, maior regulação do governo, boicote dos fornecedores, protestos da sociedade, entre outros transtornos.
A credibilidade da instituição é reflexo da prática de valores, como: integridade, honestidade, transparência, qualidade, eficiência e respeito. É válido lembrar que uma empresa é feita de pessoas, e, logo, a cultura desta  é feita do conjunto de ideais, valores, atitudes, ideias e aptidões de seu público interno. Os princípios e valores eleitos pelos seus fundadores e que impregnam a cultura da organização devem ser éticos, pois só assim a atuação será também ética. Os colaboradores, desde a alta administração até o funcionário hierarquicamente mais baixo, devem zelar pela conduta ética e procurar exercer a liberdade com responsabilidade, tanto no seu relacionamento interno quanto externo, para que se tenha uma atuação realmente ética. O combate à corrupção nas empresas e em sua cadeia de valores caminha justamente nesse sentido.
Se o combate à corrupção não for tratado com a mesma seriedade dedicada à participação no mercado, o sinal transmitido para a empresa como um todo é muito perigoso. Quando a corrupção é aceita como meio de conquista de mercados, por exemplo, para obter contratos ou novos clientes, uma vantagem curta é obtida. Mas a questão é que essa ação benéfica no curto prazo pode levar a empresa à extinção no longo prazo.
O caso Enron e Worldcom – cujas maquiagem contábil, pressão por resultados inalcançáveis e práticas de negócio ilegais prejudicou milhares de pessoas, culminando com o fechamento das empresas e consequentemente com demissões, perdas milionárias e perda de credibilidade por parte das agências reguladoras e agentes auditores que davam a chancela aos relatórios contábeis – gerou, juntamente a outros repertórios parecidos, uma nova legislação vinculada à prestação de contas, à responsabilização dos administradores e à transparência das empresas,  chamada lei Sarbanes-Oxley, à qual toda empresa listada na bolsa americana tem que se adequar.
Um bom plano de combate à corrupção deve integrar ações de fiscalização, auditorias independentes, campanhas de comunicação, criação de lista suja de fornecedores e ação conjunta entre as diversas áreas da empresa, cuja integração deve nascer de uma análise de risco que identifique as áreas da empresa mais suscetíveis à corrupção.
Uma forma de realizar essa análise é estudar empresas nas quais já houve casos de corrupção e consultar materiais técnicos como o 10º princípio do pacto global da ONU. São materiais deste tipo que podem servir de guia para a implantação de um programa anticorrupção.
Ações de combate à corrupção favorecem uma potencial abertura de capital,  e acesso a crédito e a novos investidores, aumento do valor de mercado, manutenção de foco no negócio e melhorias do produto; uma vez que o foco está em diferenciar-se e não na obtenção de vantagens ilícitas. Além de diminuir perdas financeiras, melhoram o clima da empresa e deixam-na mais preparada para desafios em termos de responsabilidade social, transparência, regulação e mudanças em geral.
Uma gestão que compreenda aspectos de responsabilidade social contribui para a obtenção dos resultados da empresa, para o combate à corrupção e para a promoção de práticas legais de operação, objetivando menos perdas financeiras e fazendo que a empresa possa focar em seu negócio real competindo de forma justa no mercado.  Assim, ter um sistema de gestão da responsabilidade social para o combate à corrupção na empresa é extremamente vantajoso.

Concordo com a falência do sistema das ONGs da forma que elas existem hoje, por diversas razões, dependência de capital externo, “rabo preso”, tendenciosidade dos mandantes, entre outros. Até por que as ONGs que não dependem do governo dependem de grandes empresas, que utilizam a capitalização para influenciá-las. As descapitalizadas não têm poder político e financeiro para gerar mudança, ainda.

Com isso tendemos a buscar soluções, pois se ONGs são fortemente influenciadas por grandes empresas ou grandes governos quem poderá nos defender? (silêncio durante vários segundos e o Chapolin não aparece)

empresas sociais são comumente indicadas como solução para o problema e para mim isso é no mínimo forçar uma barra. Apontar que empresas sociais são a solução pois buscam resolver um problema e visam terem um lucro que as sustente não resolve sequer boa parte da questão maior.

E qual é essa questão?  Podemos ser éticos em uma sociedade de consumo? Buscar produtos que atendam os mais pobres garante que a empresa fará o melhor pelo meio ambiente a ponto de descontinuar um produto que agrida o meio ambiente? Garante que não haverá corrupçãona busca por mercados e na busca por vantagens pessoais? Garante que preencherá o vazio existencial atual causado por esse excesso de consumo? Garante que os direitos humanos serão respeitados da Mongólia ao Gabão? Garante que a comunicação será correta, mesmo que isso signifique perder parte do seu mercado? Garante que as comunidades impactadas no entorno serão respeitadas e ouvidas? Elas terão influência no processo ou em um empreendimento? Toda empresa social terá práticas trabalhistas justas de acordo com as que são praticadas em seu país natal? As pessoas estão preparadas para consumir um produto mais caro por conta de um processo socialmente e ambientalmente responsável?

Temos um problema no capitalismo em si, que empresa social não resolve.  Somente saberemos o tamanho do problema quando alguma empresa social tiver escala para resolver o problema, e aí vai depender sempre de quem estiver no comando da empresa social, como é hoje com as empresas comuns. Ser social não é a solução do problema, trabalho no mercado e vejo que o problema está bem acima disso.

Acredito que as atuais ONGs serão substituídas por grupos de pessoas que agem “protegendo” determinado assunto, seja ele ética, água, uso do solo, investimentos públicos, transparência, entre outras questões de interesse da sociedade e que exige um ator organizado para balancear com o poder das empresas (sociais ou não) e do governo.

A mudança parte das pessoas, vender empresas sociais como a solução dos problemas é mais uma vez terceirizar a responsabilidade da questão. Repitam comigo, empresas são feitas de pessoas! E enquanto forem feitas de pessoas serão um reflexo da sociedade e de seus desejos e demandas.

Auto-explicativo

Este post foi motivado pela profunda insônia que me causou ler os comentários no twitter sobre o trabalho escravo contratado de forma terceirizada pela empresa Zara (uma C&A melhorada europeia, que pela carga tributária chegou a preços exorbitantes no Brasil, fez sucesso e foi ficando, com um posicionamento diferenciado do posicionamento  Europeu, por exemplo).

Se você me acompanha por aqui sabe que sou contra as marchas pela paz, o protesto com velas e xingar muito no twitter no melhor estilo daquela banda emo que esqueci o nome (Graças a Deus).

Bem, o que vou propor agora é exatamente isso, fique no seu sofá.

Para quem não é familiarizado com o assunto de gestão de riscos nas empresas vou fazer breve resumo:

Experiências passadas, com sua possível consequência e probabilidade são levantadas para saber o grau de um risco. Exemplo: Se uma empresa do ramo da moda foi denunciada no passado em rede nacional com programa de duração de duas horas e sofreu um boicote com impacto em suas vendas esse fato passado vai influenciar planejamentos no futuro aumentando a probabilidade do risco “ser denunciado por uso de trabalho escravo na sua rede de fornecedores”. E se o impacto foi grande a coluna consequência também será marcada com mais peso na decisão. A relação entre probabilidade e consequência vai indicar as ações a serem tomadas em relação àquele risco.

Ou seja, se houver uma reação da sociedade nesse momento que vá além do “xingar muito no twitter” que reverta em NÃO comprar roupas da digníssima loja durante um período pode SIM viabilizar valorosas ações no futuro, como o controle sobre a cadeia de fornecedores.

Esse problema é um algo que atinge praticamente todas as empresas que produzem em cadeias fracas, rurais ou desvalorizadas. Porém, o problema só existe pela razão de não existir a preocupação devida com ele, qualquer argumentação contra isso é falácia.

As empresas não fiscalizam pois não valorizam a função do fiscal de contratos, o consideram como custo e, dessa forma, não dão a devida atenção para o assunto. Porém, havendo uma movimentação da sociedade em relação a isso.

O caso mais famoso nesse sentido foi o da Nike, que foi boicotada na Europa em um caso que exime maiores explicações, se não conhece digita “nike trabalho infantil” no google e divirta-se.

Porém, empresas que vendem ao consumidor final são diretamente impactadas por suas imagens, pois:

  • As estrelas que geralmente fazem os comerciais dessas empresas não aceitam vincular suas imagens  a empresas que utilizam mão de obra escrava/infantil/forçada, dessa forma a marca perde força no mercado.
  • Alguns consumidores mais conscientes pesquisam um mínimo antes de comprar uma roupa, e não as compram se não concordam com as ações da empresa.
  • O que é vendido na verdade é a imagem da empresa, já que a calça em si custa R$ 7,00 e por mais impostos e custos logísticos que incidam, dificilmente alguém provará que cobrar pela mesma calça R$ 200,00 é um valor “justo”. A diferença dos R$ 193,00 que você compra é o prazer de ter aquela calça e a imagem vinculada à sociedade, e não conheço nenhum nazista com prazer em demonstrar que está comprando trabalho escravo.

Os últimos conceitos que vou explicar são os de responsabilidade solidária e responsabilidade subsidiária. Em resumo, responsabilidade solidária é quando sua responsabilidade é a mesma da empresa contratada, isso acontece quando ela é sua fornecedora exclusiva, atende dentro dos seus domínios e em alguns outros casos. Já a responsabilidade subsidiária é quando sua responsabilidade é posterior à da empresa que se está contratando, ou seja, se ela não cumprir com algo você é responsabilizado, isso ocorre quando a empresa presta serviços a você. De uma forma ou de outra, você tem responsabilidade sobre sua cadeia de fornecedor, juridicamente falando. (Advogados, perdoem a tentativa de resumir, sei que não é a praia de vocês)

Uma empresa pode ser cúmplice de várias formas, silenciosa, quando você sabe e não fala, omissa, quando você poderia saber e é sua responsabilidade saber, mas você não faz questão de fiscalizar ou vantajosa, quando você leva vantagem de custo, por utilizar mão de obra escrava na sua cadeia de fornecedores, por exemplo.

Então minha proposta é, fique no seu sofá, não fazendo nada você já estará fazendo muita coisa. Mas se você resolver sair e comprar vai ficar feliz com sua roupa, mas talvez esteja fazendo outras pessoas bem tristes. Não boicote a Zara, boicote qualquer empresa que seja provada cúmplice com trabalho escravo e coloque-se no lugar daqueles que lá sofrem e se você quer fazer parte disso.

Dessa forma, se você quer continuar comprando, ok, mas não diga que continua comprando pois isso não vai mudar nada pois esse argumento simplesmente não é verdadeiro. E sim, muitas empresas tiram proveito disso, mas se você não fizer nada elas continuarão tirando proveito. E como eu jáargumentei aqui, você pode mudar e é responsabilidade das empresas ter atenção sobre sua cadeia de fornecedores.

Algo sempre me incomodou foi a nossa soberba e a crença que temos a certeza absoluta de todas as soluções  sobre os problemas do mundo.

 

O tópico hoje é a África.

 

Tive a oportunidade de conhecer parte do continente,  conhecendo seu país com maior renda per capita (Ilhas Maurício) e a África do Sul, o país mais desenvolvido, tendo ido somente a Joanesburgo e Pilanesberg, como turista. Falei um pouco sobre isso aqui, no post Impressões africanas. Então levem em consideração que conheci somente a África “rica”.

 

Sou um apaixonado pela história africana, acreditando que ela tem muito a nos ensinar, ao contrário do que prega “nossa” cultura colonizadora (sim, pois a absorvemos, apesar de termos sido colônia).  A África, ao tentar viver como os Europeus, se dividiu e causou auto-destruição como poucas vezes foi visto na história da humanidade.

 

E aí chegaram os colonizadores, assim como os jesuítas resolveram o “problema da religião”, para “resolver o problema da fome”, ainda que esse problema tenha sido causado por eles próprios ao colonizarem e dividirem o continente. Essa emocionante palestra feita no TED agora em 2011, mês passado, ending hunger now (algo como acabando com a fome agora), nos dá a doce ilusão que podemos acabar com o problema. Quem acompanha meu blog sabe que sou fã do TED, tendo inclusive organizado um evento TEDx de forma independente, o TEDxSudeste, e minha admiração pelo evento. Não vou considerar a palestra inteira uma bola fora, estou somente fazendo uma reflexão crítica. Antes, porém, gostaria de elogiar o vídeo e a ideia pela excelente apresentação e pelos dados apresentados, que podem dar viabilidade a políticas de verdade. Outro ponto forte é o fato de já ter “abandonado” 30 países que agora conseguem ser autossustentáveis.

 

Porém, ao ler os comentários sobre como os indivíduos podem ajudar no combate à fome podem ser vistos alguns africanos indicando que a solução da fome está longe de ser a ONU (até pela razão da ONU estar na África há algumas décadas). Alguns aceitam a ajuda de “curto prazo”, mas culpam o governo, outros, mais radicais defendem o fim das doações de alimentos e pedem lobby e pressões externas sobre governos totalitaristas. No meu ver faltam políticas efetivas nesse sentido, onde a manutenção de governantes pode significar importação de diamantes a baixo custo, petróleo com condições subhumanas de produção e acesso a outros minérios com preço baixo.

 

O que talvez nós não nos demos conta é que legitimamos estes governos de vários países africanos ao realizar tais doações, pois a pressão interna é menor se as pessoas tiverem o que comer. Não vou entrar bem no mérito se podemos ou não resolver o problema da fome, olhando do ponto de vista micro, vemos que as doações funcionam, mas sob um olhar macro vemos que ela pode causar mais mazelas que soluções. Há correntes africanas fortes nesse sentido, as quais ainda não tive oportunidade de ler, mas da qual a autora Dambisa Moyo, autora do livro Dead Aid é um estandarte.

 

Para reflexão, as doações ao continente aumentaram 200% de 2000 a 2007, chegando a quase 40 bi em 2007, comparem esse valor ao valor citado no vídeo acima como sendo necessário para acabar com a fome e lembrem que o número de quase 40 bi é de 2007.

 

Mas parece que o TED não ouviu o próprio TED, no talk o perigo da história única, uma nigeriana dá uma bela palestra sobre considerar outros pontos de vista, além do grupo crítico que compõe os comentários e da abertura a outras opiniões.Essa é a razão de eu gostar tanto do TED.

Pessoal, replico aqui e-mail do avaaz na campanha pela liberdade na internet.

 

A pressão está funcionando! A pressão popular forçou o Congresso a adiar a votação — vamos dobrar o nosso chamado. Encaminhe a mensagem para todos!

Caros amigos de todo o Brasil,

Na semana que vem, o Congresso poderá votar um projeto de lei que restringiria radicalmente a liberdade da internet no Brasil, criminalizando atividades on-line cotidianas tais como compartilhar músicas e restringir práticas essenciais para blogs. Temos apenas seis dias para barrar a votação.

A pressão da opinião pública derrotou um ataque contra a liberdade da internet em 2009 e nós podemos fazer isso de novo! O projeto de lei tramita neste momento em três comissões da Câmara dos Deputados e esses políticos estão observando atentamente a reação da opinião pública nos dias que antecedem à grande votação. Agora é nossa chance de lançar um protesto nacional e forçá-los a proteger as liberdades da internet.

O Brasil tem mais de 75 milhões de internautas e se nos unirmos nossas vozes poderão ser ensurdecedoras. Envie uma mensagem agora mesmo às lideranças das comissões de Constituição e Justiça, Ciência e Tecnologia e Segurança Pública e depois divulgue a campanha entre seus amigos e familiares em todo o Brasil:

http://www.avaaz.org/po/save_brazils_internet/?vl

O projeto de lei do deputado Azeredo sobre a internet supostamente teria o objetivo de nos proteger contra fraudadores e hackers. Porém, como alguém que faz uma cirurgia com uma motosserra, as normas excessivamente cautelosas impostas pelo projeto de lei trariam altíssimos custos sem de fato cumprir seu objetivo. Em vez de capturar os verdadeiros criminosos, elas penalizariam todos nós. Por esse motivo, até mesmo o importante site anti-pedofilia, o SaferNet é contra o PL Azeredo.

Se esse projeto de lei for aprovado, nossa privacidade e liberdade de expressão, criação e acesso on-line ficarão gravemente limitadas. Pior que isso, os provedores de internet que mantêm informações detalhadas sobre nosso histórico de navegação na internet passarão a ser “policiais virtuais” monitorando os usuários a todo momento.

O projeto de lei tem circulado em Brasília por mais de uma década, e a pressão da opinião pública já o derrotou antes. Em 2009, uma consulta pública sobre o “Marco Civil da Internet” barrou o andamento do projeto. Mas alguns meses atrás, o deputado Azeredo tentou apressar a aprovação no Congresso, usando os ataques de crackers aos sites do governo como desculpa. Um novo Congresso e uma maior conscientização sobre as amplas implicações do projeto de lei significam que nossas vozes poderão fazer a diferença. Envie agora mesmo uma mensagem às lideranças na Câmara:

http://www.avaaz.org/po/save_brazils_internet/?vl

Infelizmente, o PL Azeredo não é a única lei desse tipo. Em todo o mundo, na Índia, Turquia, Estados Unidos e outros países, a liberdade da internet está sob ataque promovido por iniciativas similares. Mas os membros da Avaaz nesses países estão se mobilizando. Vamos fazer a nossa parte neste movimento popular global em defesa da web barrando o PL Azeredo.

Com esperança,

Emma, David, Ricken, Maria Paz, Giulia, Rewan e a equipe da Avaaz

FONTES:

Petição do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, instituição parceira da Avaaz:
http://www.idec.org.br/campanhas/facadiferenca.aspx?idc=24

Liberdade de internautas no Brasil pode estar com os dias contados (Portal Imprensa):
http://portalimprensa.uol.com.br/noticias/brasil/43707/liberdade+de+internautas+no+brasil+pode+estar+com+os+dias+contados/

Entenda o que é o marco civil da internet (UOL):
http://tecnologia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2010/06/09/entenda-o-que-e-o-marco-civil-da-internet.jhtm

‘AI-5 digital’ volta a circular no Congresso (Rede Brasil Atual):
http://www.redebrasilatual.com.br/temas/tecnologia/2011/06/ai-5-digital-volta-a-circular-pelo-congresso

RIO+20 e a crise

Em junho de 2012 acontecerá no Rio de Janeiro a RIO+20, nome em homenagem à ECO-92 (+20 anos).

 

O evento terá como foco: Green economy in the context of sustainable development and poverty eradication (Em tradução literal: A economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e erradicação da pobreza) e Institutional framework for sustainable development (Estrutura institucional para o desenvolvimento sustentável)

 

Basicamente podemos resumir o objetivo do encontro em definir o que será economia verde (e isso implica dizer quais energias serão fomentadas pelos governos, em teoria), e como ter uma estrutura mundial, com base na UNCED  (United Nations Conference on Environment and Development), que possa incentivá-la.

 

O derretimento das bolsas e alguns e-mails que chegam a mim me fazem pensar que caso o quadro atual persista, a dificuldade em conseguir acordos diminui consideravelmente. Pior ainda, o conceito de economia verde pode ser distorcido e as energias “erradas” podem vir a receber incentivos.

 

Assim como as recentes COP-15 e COP-16, que foram ofuscadas pela crise, a RIO+20 corre o mesmo risco. A questão recente da Espanha, um dos países que mais investiu em renovação da matriz energética com fontes renováveis, certamente pesará contra escolhas mais verdes e menos econômicas. Explico: a Espanha investiu maciçamente em energias renováveis, porém, as mesmas são mais caras que energias não renováveis, e por conta disso, com uma matriz energética mais cara, tem mais dificuldade em sair da crise, maior custo de produção e de manutenção das contas do país.

 

É importante a mobilização da sociedade, lembrando que passamos por um momento passageiro e que por mais que a questão econômica esteja em destaque há outras dimensões, como a social e a ambiental, deixadas de lado e que já estão mais do que na hora de serem levadas em conta.

 

As promessas não cumpridas e metas não atingidas do último acordo não melhoram meu humor quanto ao evento, e a quantidade de atores envolvidos dificulta ainda mais um possível acordo em um evento tão curto.

 

O maior ganho que o evento pode trazer ao mundo é a demonstração de capacidade de mobilização das sociedades, pois esperar das empresas ou dos governos, que até aqui mais aprofundaram o status atual do que fizeram algo para mudar, não me parece boa ideia.

 

A situação e atuação nos últimos anos das grandes ONGs que atuam na área ambiental, apesar da enorme evolução nas últimas décadas, pouco melhora o quadro.

 

Espera-se uma revolução energética na Rio+20, mas é mais provável que o Rio, e o resto do mundo, continuem em pequenos passos rumo a mudança. Torço, mais uma vez, para estar errado.

Pessoal, segue o relatório O Estado do Futuro 15ª edição de aniversário do Projeto Millennium, que divulga a mais recente edição do relatório.

O Estado do Futuro 2011 constata que o mundo está ficando mais rico, mais saudável, mais  educado, vivendo mais,  mais pacífico e melhor conectado; todavia metade do mundo é potencialmente instável. Os preços dos alimentos estão subindo, os lençóis freáticos estão diminuindo, a corrupção e o crime organizado estão aumentando, a viabilidade ambiental para sustentar a vida está diminuindo, a dívida e insegurança econômicas estão aumentando, as mudanças climáticas continuam, e a lacuna entre ricos e pobres está aumentando de forma perigosa. O mundo encontra-se numa corrida entre a implementação de inventos cada vez mais sofisticados para melhorar a condição humana e o aparente aumento  da complexidade e da escala dos problemas globais. Então, o que estamos fazendo nessa corrida? Qual é a nossa pontuação até agora?

No que estamos ganhando:
Mais acesso à água
Índice de alfabetização
Matrícula escolar, nível secundário
Taxa de incidência da pobreza dos que vivem com até $1.25 por dia
Crescimento populacional – a queda é vista como boa para alguns países e ruim para outros
PIB per capita
Disponibilidade de médicos
Usuários da internet
Taxa de mortalidade infantil
Expectativa de vida ao nascer
Proporção de   mulheres na política
PIB por unidade de energia
Conflitos armados
Disponibilidade de alimento

Onde há pouca mudança:
Predomínio do HIV
Índice de homicídios
Gastos com pesquisa e desenvolvimento

Em que estamos perdendo:
Emissões de CO2
Anomalias na temperatura da superfície global
Número de eleitores
Desemprego
Consumo de combustível fóssil
Corrupção
Pessoas mortas ou feridas em ataques terroristas
Refugiados  por país ou território

Onde há incerteza:
Países que possuem ou planejam  fabricar armas de energia nuclear
População em países livres
Área  florestal
Dívida em países  com receita baixa e média
Número de doenças infecciosas:  emergentes e re-emergentes
Não há dúvida que o mundo pode ser muito melhor do que é, se nós tomarmos as decisões corretas. Quando consideramos as muitas decisões erradas e as boas decisões que deixaram de ser tomadas – dia após dia e ano após ano ao redor do mundo- é incrível que nós ainda estamos progredindo, portanto, se nós pudermos melhorar nossas decisões   como indivíduos, grupos, nações e instituições, então o mundo poderá ser  surpreendentemente melhor do que é hoje.

Para  mais informações, veja documento em português em anexo ou visite o site em inglês
http://www.prweb.com/releases/2011/7/prweb8681773.htm

O Estado do Futuro 2011 é um estudo conciso, de leitura agradável, sobre a situação global, problemas, soluções e perspectivas para o futuro. Ele cobre os 15 desafios globais cada um com uma síntese de 2 páginas, contendo considerações regionais nas áreas de energia, alimentos, ciência & tecnologia, ética, desenvolvimento, água, crime organizado, saúde, tomada de decisão, relações de gênero, demografia, guerra & paz, entre outros. Junto com o sumário executivo, essas informações são ideais para executivos, pensadores, especialistas em políticas públicas, conselheiros políticos, gestores de ONGs, professores, e qualquer pessoa interessada numa visão panorâmica do mundo, com prospecções para o futuro e reflexões do problemas e das soluções em seu potencial. Esse estudo trata de uma ampla gama de iniciativas e políticas orientadas para o futuro tais como a transição de uma agricultura baseada na água doce para uma agricultura baseada na água salgada, fazendo da segurança alimentar o foco da aliança estratégica entre Estados Unidos e China; uma estratégia global para combater o crime organizado; a inteligência coletiva como um dos principais tópicos de interesse.
Press Release – Nova edição do relatório O Estado do Futuro
31 de julho, 2011
Há também capítulos especiais sobre a situação do Egito e suas 34 prioridades pós-revolução; 32 elementos moldando o futuro das artes, mídia, e indústrias do entretenimento no horizonte de 2020; quatro cenários para o futuro da América Latina no horizonte de 2030; e o Índice do Estado do Futuro.
O Estado do Futuro 2011 vem em duas partes: um extrato da pesquisa numa versão impressa com 106 páginas incluindo tabelas, gráficos e diagramas, e um CD contendo 8.500 páginas com todo o conteúdo das pesquisas, análises e dados que se encontra na parte de trás do relatório impresso. Como O Estado do Futuro tem sido utilizado:
 O Presidente da França na preparação dos encontros G-8.
 A Escola Wharton da Universidade da Pensilvânia no curso de MBA sobre Globalização
 A consultoria Deloitte & Touche no seu processo de plano estratégico global
 O Governo da Dinamarca para mudar as suas prioridades em ciência e tecnologia
 Fonte de pesquisa de futuristas, pensadores e consultores, na elaboração de palestras e no desenvolvimento de projetos junto a seus clientes
 Os Governos da China, Kuwait, Coréia do Sul na criação de seus Índices do Estado do Futuro
 Todos os que desejam entender o que está acontecendo no mundo e conhecer o que precisa ser feito em relação a isso
O Projeto Millennium foi criado em 1996 como o primeiro “think-tank” globalizado. Ele realiza pesquisas prospectivas independentes através de seus 40 nodos ao redor do mundo, que conectam perspectivas globais e locais. Nodos são grupos de indivíduos e instituições que aglutinam cérebros da sua respectiva região e trazem os resultados É apoiado por organizações da ONU, corporações multinacionais, universidades, fundações e pelos governos do Azerbaijão, Kuwait, Coréia do Sul e Estados Unidos.
Press Release – Nova edição do relatório O Estado do Futuro
31 de julho, 2011
Os autores estão disponíveis para entrevistas
Jerome Glenn, Fundador e Diretor Executivo, Washington, D.C. EUA Theodore J. Gordon, Fundador e Membro Emérito. principal pesquisador, EUA Elizabeth Florescu, Diretora de Pesquisa, Calgary, Canada
Arnoldo de Hoyos e Rosa Alegria, Diretores do nodo brasileiro – São Paulo, Brasil Nodos ao redor do mundo
São Paulo, Brasil; Artes e Mídia (Global); Baku, Azerbaijão; Beijim, China; Berlim, Alemanha; Bogotá, Colômbia; Bruxelas, Bélgica; Buenos Aires, Argentina; Cairo, Egito; Caracas, Venezuela; Nodo Cibernético (Internet); Helsinki, Finlândia; Istambul, Turquia; Londres, Reino Unido; Ljubljana, Eslovênia; Melbourne, Austrália; Cidade do México, México; Montreal, Canadá; Moscou, Rússia; Nairóbi, Quênia; Nova Déli, Índia; Paris, França; Penam, Malásia; Praga, República Tcheca; Pretória, África do Sul; Roma, Itália; Salmiya, Kuait; San Sebatian, Espanha; Santa Cruz/La Paz, Bolívia; Santiago, Chile; São Domingo, República Dominicana; Seul, Coréia do Sul; Teerã, Irã; Tel Aviv, Israel; Atenas, Grécia; Tóquio, Japão Contatos Internacionais
Jerome Glenn ou Kawthar Nakayima 1-202-686-5179/ 1-202-669-4410 Jerome.Glenn@millennium-project.org http://www.millennium–project.org
Contatos Nacionais – Brasil
Rosa Alegria e Arnoldo Hoyos
Núcleo de Estudos do Futuro – PUC-SP – Nodo brasileiro do Projeto Millennium
http://www.nef.org.br
Telefones (11) 2604-8650 / 4108-1278
nef@nef.org.br

Segue abaixo matéria do jornal O Globo sobre a mudança do McDonalds em seus lanches.

Lição que podemos tirar:

É cada vez maior o aumento da pressão da sociedade sobre as empresas por diversas questões. Aqui fica bem exemplificada a questão alimentar.

CORREÇÃO:

Quando este post foi ao ar havia uma crítica, inclusive no título do post,  sobre a falta de calendário de mudanças para o Brasil:

Nesta fonte http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/949947-rede-anuncia-menos-batatas-e-mais-macas-no-mclanche-feliz.shtmlhá a informação que as mudanças no Brasil começam em 1º de Outubro.

LOS ANGELES, EUA – O McDonald’s informou nesta terça-feira que vai fazer mudanças no McLanche Feliz vendido nos Estados Unidos, a fim de tornar as refeições destinadas a crianças mais saudáveis. Depois de sofrer pressões de grupos de consumidores que exigiam opções mais saudáveis, a empresa reduzirá em mais da metade a porção de batatas fritas e adicionará maçãs.

As mudanças devem começar em setembro e estarão disponíveis em todas as 14 mil lojas do McDonald’s nos Estados Unidos até o fim de março de 2012. Também está sendo planejada uma redução de 15% do sódio nos cardápios americanos até 2015. E, até o ano de 2010, o McDonald’s prometeu cortar sódio, açúcares, gorduras saturadas e calorias nas refeições.

- Vamos observar mais de perto a gestão das porções pensando em como nós podemos introduzir mais grupos de comidas como frutas, vegetais e grãos integrais – disse Cindy Goody, diretora sênior de nutrição do McDonalds.

Fonte: http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mat/2011/07/26/mcdonald-vai-substituir-por-macas-mais-da-metade-da-porcao-de-batatas-fritas-do-mclanche-feliz-vendido-nos-eua-924979681.asp

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