Archive for setembro, 2011


Replicando importante mensagem da organização Meu Rio, em http://meurio.org.br/na_atividade/1/assine_embaixo/transparencia-nas-obras-do-maracana .

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Nesta terça-feira, dia 

 27 de Setembro, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro poderá aprovar um Projeto de Lei que autoriza o Governo do Estado a contrair uma dívida de mais de 220 milhões de Reais (120 milhões de Dólares) para cobrir os sucessivos aumentos do orçamento das obras do Maracanã. Enquanto isso, as obras, que hoje estão orçadas em quase 1 bilhão de Reais, prosseguem sem que documentos que explicam o uso de tais recursos sejam divulgados. Ou seja: nossos governantes querem contrair uma dívida em nosso nome e com nossos recursos sem que a gente saiba em detalhes qual será o destino do dinheiro obtido. Nós temos poucos dias para dar um basta à falta de transparência nas obras públicas.

O Maracanã, como todos sabem, simboliza muito mais para os cariocas do que um simples estádio. No seu campo nós vimos a história do futebol brasileiro acontecer. Da geral e das arquibancadas lotadas, nós comemoramos, choramos, cantamos, sofremos e vibramos. Juntos. O Estádio Jornalista Mário Filho é um monumento à democracia do nosso futebol, uma construção incorporada à paisagem da cidade e um patrimônio tombado pelo IPHAN. Neste exato momento, o nosso Maracanã está sofrendo alterações irreversíveis em um processo nada transparente. Tudo está acontecendo muito rápido, com pouca abertura para a sociedade. A principal preocupação parecer ser a de entregar, no prazo, uma “Nova Arena da FIFA” e não um “Estádio dos Cariocas”, como o Maracanã sempre foi.

O plano inicial era que a reforma do Maracanã fosse feita através de uma parceria público-privado (PPP). Porém, o Governo do Estado e o BNDES estão arcando com todos os custos da reforma, investindo dinheiro dos cariocas em um estádio que passará para a iniciativa privada após a Copa de 2014. Pois é, esse é o seu dinheiro que está sendo investindo em um projeto no qual você não foi devidamente consultado e onde não houve transparência de gastos.

Parece piada mas é um cenário que vem se repetindo em muitos outros projetos de infraestrutura pela cidade. Por isso a quantidade de assinaturas desta petição é tão importante. Se muitas pessoas aderirem a essa campanha podemos criar jurisprudência para casos semelhantes, deixando claro que os cariocas não vão dar mole com a falta de transparência.

O Maracanã é seu, é meu, é nosso e de mais ninguém! Nós cariocas precisamos discutir o passado, o presente e o futuro do Maracanã. Você tem o direito de dizer que Maracanã você quer, mas isso só é possível com um processo transparente. O primeiro passo é exigirmos a liberação de todos os documentos públicos referentes à reforma e que estão sendo privados de quem está realmente bancando as obras. Precisamos mostrar nossa indignação ao Governo do Estado e à ALERJ e exigir que os investimentos no espaço público sejam feitos com transparência e participação. E que fique claro: pisou no Maracanã, mexeu com o Carioca. Porque o Maraca é nosso!

Confira a lista completa dos documentos que queremos ver publicados em nosso Blog

Replicando meu post em http://www.jornalcorporativo.com.br/companhias/item/11887-gest%C3%A3o-social-responsabilidade-social-contra-a-corrup%C3%A7%C3%A3o.html onde escrevo todo mês.

A corrupção é uma das principais formas de desvio de recursos das empresas e, por ser prática ilegal, deve ser combatida. Pois, além da questão ética envolvida na obtenção de vantagens ilegais por parte de uma minoria, aumenta a desigualdade, gera questionamentos sobre o sistema de negócios e traz desconfiança para os investidores, que, consequentemente, deixam de aplicar ali seu capital. Gera ainda reações negativas por parte dos consumidores, maior regulação do governo, boicote dos fornecedores, protestos da sociedade, entre outros transtornos.
A credibilidade da instituição é reflexo da prática de valores, como: integridade, honestidade, transparência, qualidade, eficiência e respeito. É válido lembrar que uma empresa é feita de pessoas, e, logo, a cultura desta  é feita do conjunto de ideais, valores, atitudes, ideias e aptidões de seu público interno. Os princípios e valores eleitos pelos seus fundadores e que impregnam a cultura da organização devem ser éticos, pois só assim a atuação será também ética. Os colaboradores, desde a alta administração até o funcionário hierarquicamente mais baixo, devem zelar pela conduta ética e procurar exercer a liberdade com responsabilidade, tanto no seu relacionamento interno quanto externo, para que se tenha uma atuação realmente ética. O combate à corrupção nas empresas e em sua cadeia de valores caminha justamente nesse sentido.
Se o combate à corrupção não for tratado com a mesma seriedade dedicada à participação no mercado, o sinal transmitido para a empresa como um todo é muito perigoso. Quando a corrupção é aceita como meio de conquista de mercados, por exemplo, para obter contratos ou novos clientes, uma vantagem curta é obtida. Mas a questão é que essa ação benéfica no curto prazo pode levar a empresa à extinção no longo prazo.
O caso Enron e Worldcom – cujas maquiagem contábil, pressão por resultados inalcançáveis e práticas de negócio ilegais prejudicou milhares de pessoas, culminando com o fechamento das empresas e consequentemente com demissões, perdas milionárias e perda de credibilidade por parte das agências reguladoras e agentes auditores que davam a chancela aos relatórios contábeis – gerou, juntamente a outros repertórios parecidos, uma nova legislação vinculada à prestação de contas, à responsabilização dos administradores e à transparência das empresas,  chamada lei Sarbanes-Oxley, à qual toda empresa listada na bolsa americana tem que se adequar.
Um bom plano de combate à corrupção deve integrar ações de fiscalização, auditorias independentes, campanhas de comunicação, criação de lista suja de fornecedores e ação conjunta entre as diversas áreas da empresa, cuja integração deve nascer de uma análise de risco que identifique as áreas da empresa mais suscetíveis à corrupção.
Uma forma de realizar essa análise é estudar empresas nas quais já houve casos de corrupção e consultar materiais técnicos como o 10º princípio do pacto global da ONU. São materiais deste tipo que podem servir de guia para a implantação de um programa anticorrupção.
Ações de combate à corrupção favorecem uma potencial abertura de capital,  e acesso a crédito e a novos investidores, aumento do valor de mercado, manutenção de foco no negócio e melhorias do produto; uma vez que o foco está em diferenciar-se e não na obtenção de vantagens ilícitas. Além de diminuir perdas financeiras, melhoram o clima da empresa e deixam-na mais preparada para desafios em termos de responsabilidade social, transparência, regulação e mudanças em geral.
Uma gestão que compreenda aspectos de responsabilidade social contribui para a obtenção dos resultados da empresa, para o combate à corrupção e para a promoção de práticas legais de operação, objetivando menos perdas financeiras e fazendo que a empresa possa focar em seu negócio real competindo de forma justa no mercado.  Assim, ter um sistema de gestão da responsabilidade social para o combate à corrupção na empresa é extremamente vantajoso.

Concordo com a falência do sistema das ONGs da forma que elas existem hoje, por diversas razões, dependência de capital externo, “rabo preso”, tendenciosidade dos mandantes, entre outros. Até por que as ONGs que não dependem do governo dependem de grandes empresas, que utilizam a capitalização para influenciá-las. As descapitalizadas não têm poder político e financeiro para gerar mudança, ainda.

Com isso tendemos a buscar soluções, pois se ONGs são fortemente influenciadas por grandes empresas ou grandes governos quem poderá nos defender? (silêncio durante vários segundos e o Chapolin não aparece)

empresas sociais são comumente indicadas como solução para o problema e para mim isso é no mínimo forçar uma barra. Apontar que empresas sociais são a solução pois buscam resolver um problema e visam terem um lucro que as sustente não resolve sequer boa parte da questão maior.

E qual é essa questão?  Podemos ser éticos em uma sociedade de consumo? Buscar produtos que atendam os mais pobres garante que a empresa fará o melhor pelo meio ambiente a ponto de descontinuar um produto que agrida o meio ambiente? Garante que não haverá corrupçãona busca por mercados e na busca por vantagens pessoais? Garante que preencherá o vazio existencial atual causado por esse excesso de consumo? Garante que os direitos humanos serão respeitados da Mongólia ao Gabão? Garante que a comunicação será correta, mesmo que isso signifique perder parte do seu mercado? Garante que as comunidades impactadas no entorno serão respeitadas e ouvidas? Elas terão influência no processo ou em um empreendimento? Toda empresa social terá práticas trabalhistas justas de acordo com as que são praticadas em seu país natal? As pessoas estão preparadas para consumir um produto mais caro por conta de um processo socialmente e ambientalmente responsável?

Temos um problema no capitalismo em si, que empresa social não resolve.  Somente saberemos o tamanho do problema quando alguma empresa social tiver escala para resolver o problema, e aí vai depender sempre de quem estiver no comando da empresa social, como é hoje com as empresas comuns. Ser social não é a solução do problema, trabalho no mercado e vejo que o problema está bem acima disso.

Acredito que as atuais ONGs serão substituídas por grupos de pessoas que agem “protegendo” determinado assunto, seja ele ética, água, uso do solo, investimentos públicos, transparência, entre outras questões de interesse da sociedade e que exige um ator organizado para balancear com o poder das empresas (sociais ou não) e do governo.

A mudança parte das pessoas, vender empresas sociais como a solução dos problemas é mais uma vez terceirizar a responsabilidade da questão. Repitam comigo, empresas são feitas de pessoas! E enquanto forem feitas de pessoas serão um reflexo da sociedade e de seus desejos e demandas.

Auto-explicativo

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