Category: Responsabilidade Social


Replicando meu post em http://www.jornalcorporativo.com.br/companhias/item/11887-gest%C3%A3o-social-responsabilidade-social-contra-a-corrup%C3%A7%C3%A3o.html onde escrevo todo mês.

A corrupção é uma das principais formas de desvio de recursos das empresas e, por ser prática ilegal, deve ser combatida. Pois, além da questão ética envolvida na obtenção de vantagens ilegais por parte de uma minoria, aumenta a desigualdade, gera questionamentos sobre o sistema de negócios e traz desconfiança para os investidores, que, consequentemente, deixam de aplicar ali seu capital. Gera ainda reações negativas por parte dos consumidores, maior regulação do governo, boicote dos fornecedores, protestos da sociedade, entre outros transtornos.
A credibilidade da instituição é reflexo da prática de valores, como: integridade, honestidade, transparência, qualidade, eficiência e respeito. É válido lembrar que uma empresa é feita de pessoas, e, logo, a cultura desta  é feita do conjunto de ideais, valores, atitudes, ideias e aptidões de seu público interno. Os princípios e valores eleitos pelos seus fundadores e que impregnam a cultura da organização devem ser éticos, pois só assim a atuação será também ética. Os colaboradores, desde a alta administração até o funcionário hierarquicamente mais baixo, devem zelar pela conduta ética e procurar exercer a liberdade com responsabilidade, tanto no seu relacionamento interno quanto externo, para que se tenha uma atuação realmente ética. O combate à corrupção nas empresas e em sua cadeia de valores caminha justamente nesse sentido.
Se o combate à corrupção não for tratado com a mesma seriedade dedicada à participação no mercado, o sinal transmitido para a empresa como um todo é muito perigoso. Quando a corrupção é aceita como meio de conquista de mercados, por exemplo, para obter contratos ou novos clientes, uma vantagem curta é obtida. Mas a questão é que essa ação benéfica no curto prazo pode levar a empresa à extinção no longo prazo.
O caso Enron e Worldcom – cujas maquiagem contábil, pressão por resultados inalcançáveis e práticas de negócio ilegais prejudicou milhares de pessoas, culminando com o fechamento das empresas e consequentemente com demissões, perdas milionárias e perda de credibilidade por parte das agências reguladoras e agentes auditores que davam a chancela aos relatórios contábeis – gerou, juntamente a outros repertórios parecidos, uma nova legislação vinculada à prestação de contas, à responsabilização dos administradores e à transparência das empresas,  chamada lei Sarbanes-Oxley, à qual toda empresa listada na bolsa americana tem que se adequar.
Um bom plano de combate à corrupção deve integrar ações de fiscalização, auditorias independentes, campanhas de comunicação, criação de lista suja de fornecedores e ação conjunta entre as diversas áreas da empresa, cuja integração deve nascer de uma análise de risco que identifique as áreas da empresa mais suscetíveis à corrupção.
Uma forma de realizar essa análise é estudar empresas nas quais já houve casos de corrupção e consultar materiais técnicos como o 10º princípio do pacto global da ONU. São materiais deste tipo que podem servir de guia para a implantação de um programa anticorrupção.
Ações de combate à corrupção favorecem uma potencial abertura de capital,  e acesso a crédito e a novos investidores, aumento do valor de mercado, manutenção de foco no negócio e melhorias do produto; uma vez que o foco está em diferenciar-se e não na obtenção de vantagens ilícitas. Além de diminuir perdas financeiras, melhoram o clima da empresa e deixam-na mais preparada para desafios em termos de responsabilidade social, transparência, regulação e mudanças em geral.
Uma gestão que compreenda aspectos de responsabilidade social contribui para a obtenção dos resultados da empresa, para o combate à corrupção e para a promoção de práticas legais de operação, objetivando menos perdas financeiras e fazendo que a empresa possa focar em seu negócio real competindo de forma justa no mercado.  Assim, ter um sistema de gestão da responsabilidade social para o combate à corrupção na empresa é extremamente vantajoso.

Auto-explicativo

Este post foi motivado pela profunda insônia que me causou ler os comentários no twitter sobre o trabalho escravo contratado de forma terceirizada pela empresa Zara (uma C&A melhorada europeia, que pela carga tributária chegou a preços exorbitantes no Brasil, fez sucesso e foi ficando, com um posicionamento diferenciado do posicionamento  Europeu, por exemplo).

Se você me acompanha por aqui sabe que sou contra as marchas pela paz, o protesto com velas e xingar muito no twitter no melhor estilo daquela banda emo que esqueci o nome (Graças a Deus).

Bem, o que vou propor agora é exatamente isso, fique no seu sofá.

Para quem não é familiarizado com o assunto de gestão de riscos nas empresas vou fazer breve resumo:

Experiências passadas, com sua possível consequência e probabilidade são levantadas para saber o grau de um risco. Exemplo: Se uma empresa do ramo da moda foi denunciada no passado em rede nacional com programa de duração de duas horas e sofreu um boicote com impacto em suas vendas esse fato passado vai influenciar planejamentos no futuro aumentando a probabilidade do risco “ser denunciado por uso de trabalho escravo na sua rede de fornecedores”. E se o impacto foi grande a coluna consequência também será marcada com mais peso na decisão. A relação entre probabilidade e consequência vai indicar as ações a serem tomadas em relação àquele risco.

Ou seja, se houver uma reação da sociedade nesse momento que vá além do “xingar muito no twitter” que reverta em NÃO comprar roupas da digníssima loja durante um período pode SIM viabilizar valorosas ações no futuro, como o controle sobre a cadeia de fornecedores.

Esse problema é um algo que atinge praticamente todas as empresas que produzem em cadeias fracas, rurais ou desvalorizadas. Porém, o problema só existe pela razão de não existir a preocupação devida com ele, qualquer argumentação contra isso é falácia.

As empresas não fiscalizam pois não valorizam a função do fiscal de contratos, o consideram como custo e, dessa forma, não dão a devida atenção para o assunto. Porém, havendo uma movimentação da sociedade em relação a isso.

O caso mais famoso nesse sentido foi o da Nike, que foi boicotada na Europa em um caso que exime maiores explicações, se não conhece digita “nike trabalho infantil” no google e divirta-se.

Porém, empresas que vendem ao consumidor final são diretamente impactadas por suas imagens, pois:

  • As estrelas que geralmente fazem os comerciais dessas empresas não aceitam vincular suas imagens  a empresas que utilizam mão de obra escrava/infantil/forçada, dessa forma a marca perde força no mercado.
  • Alguns consumidores mais conscientes pesquisam um mínimo antes de comprar uma roupa, e não as compram se não concordam com as ações da empresa.
  • O que é vendido na verdade é a imagem da empresa, já que a calça em si custa R$ 7,00 e por mais impostos e custos logísticos que incidam, dificilmente alguém provará que cobrar pela mesma calça R$ 200,00 é um valor “justo”. A diferença dos R$ 193,00 que você compra é o prazer de ter aquela calça e a imagem vinculada à sociedade, e não conheço nenhum nazista com prazer em demonstrar que está comprando trabalho escravo.

Os últimos conceitos que vou explicar são os de responsabilidade solidária e responsabilidade subsidiária. Em resumo, responsabilidade solidária é quando sua responsabilidade é a mesma da empresa contratada, isso acontece quando ela é sua fornecedora exclusiva, atende dentro dos seus domínios e em alguns outros casos. Já a responsabilidade subsidiária é quando sua responsabilidade é posterior à da empresa que se está contratando, ou seja, se ela não cumprir com algo você é responsabilizado, isso ocorre quando a empresa presta serviços a você. De uma forma ou de outra, você tem responsabilidade sobre sua cadeia de fornecedor, juridicamente falando. (Advogados, perdoem a tentativa de resumir, sei que não é a praia de vocês)

Uma empresa pode ser cúmplice de várias formas, silenciosa, quando você sabe e não fala, omissa, quando você poderia saber e é sua responsabilidade saber, mas você não faz questão de fiscalizar ou vantajosa, quando você leva vantagem de custo, por utilizar mão de obra escrava na sua cadeia de fornecedores, por exemplo.

Então minha proposta é, fique no seu sofá, não fazendo nada você já estará fazendo muita coisa. Mas se você resolver sair e comprar vai ficar feliz com sua roupa, mas talvez esteja fazendo outras pessoas bem tristes. Não boicote a Zara, boicote qualquer empresa que seja provada cúmplice com trabalho escravo e coloque-se no lugar daqueles que lá sofrem e se você quer fazer parte disso.

Dessa forma, se você quer continuar comprando, ok, mas não diga que continua comprando pois isso não vai mudar nada pois esse argumento simplesmente não é verdadeiro. E sim, muitas empresas tiram proveito disso, mas se você não fizer nada elas continuarão tirando proveito. E como eu jáargumentei aqui, você pode mudar e é responsabilidade das empresas ter atenção sobre sua cadeia de fornecedores.

Pessoal, segue o relatório O Estado do Futuro 15ª edição de aniversário do Projeto Millennium, que divulga a mais recente edição do relatório.

O Estado do Futuro 2011 constata que o mundo está ficando mais rico, mais saudável, mais  educado, vivendo mais,  mais pacífico e melhor conectado; todavia metade do mundo é potencialmente instável. Os preços dos alimentos estão subindo, os lençóis freáticos estão diminuindo, a corrupção e o crime organizado estão aumentando, a viabilidade ambiental para sustentar a vida está diminuindo, a dívida e insegurança econômicas estão aumentando, as mudanças climáticas continuam, e a lacuna entre ricos e pobres está aumentando de forma perigosa. O mundo encontra-se numa corrida entre a implementação de inventos cada vez mais sofisticados para melhorar a condição humana e o aparente aumento  da complexidade e da escala dos problemas globais. Então, o que estamos fazendo nessa corrida? Qual é a nossa pontuação até agora?

No que estamos ganhando:
Mais acesso à água
Índice de alfabetização
Matrícula escolar, nível secundário
Taxa de incidência da pobreza dos que vivem com até $1.25 por dia
Crescimento populacional – a queda é vista como boa para alguns países e ruim para outros
PIB per capita
Disponibilidade de médicos
Usuários da internet
Taxa de mortalidade infantil
Expectativa de vida ao nascer
Proporção de   mulheres na política
PIB por unidade de energia
Conflitos armados
Disponibilidade de alimento

Onde há pouca mudança:
Predomínio do HIV
Índice de homicídios
Gastos com pesquisa e desenvolvimento

Em que estamos perdendo:
Emissões de CO2
Anomalias na temperatura da superfície global
Número de eleitores
Desemprego
Consumo de combustível fóssil
Corrupção
Pessoas mortas ou feridas em ataques terroristas
Refugiados  por país ou território

Onde há incerteza:
Países que possuem ou planejam  fabricar armas de energia nuclear
População em países livres
Área  florestal
Dívida em países  com receita baixa e média
Número de doenças infecciosas:  emergentes e re-emergentes
Não há dúvida que o mundo pode ser muito melhor do que é, se nós tomarmos as decisões corretas. Quando consideramos as muitas decisões erradas e as boas decisões que deixaram de ser tomadas – dia após dia e ano após ano ao redor do mundo- é incrível que nós ainda estamos progredindo, portanto, se nós pudermos melhorar nossas decisões   como indivíduos, grupos, nações e instituições, então o mundo poderá ser  surpreendentemente melhor do que é hoje.

Para  mais informações, veja documento em português em anexo ou visite o site em inglês
http://www.prweb.com/releases/2011/7/prweb8681773.htm

O Estado do Futuro 2011 é um estudo conciso, de leitura agradável, sobre a situação global, problemas, soluções e perspectivas para o futuro. Ele cobre os 15 desafios globais cada um com uma síntese de 2 páginas, contendo considerações regionais nas áreas de energia, alimentos, ciência & tecnologia, ética, desenvolvimento, água, crime organizado, saúde, tomada de decisão, relações de gênero, demografia, guerra & paz, entre outros. Junto com o sumário executivo, essas informações são ideais para executivos, pensadores, especialistas em políticas públicas, conselheiros políticos, gestores de ONGs, professores, e qualquer pessoa interessada numa visão panorâmica do mundo, com prospecções para o futuro e reflexões do problemas e das soluções em seu potencial. Esse estudo trata de uma ampla gama de iniciativas e políticas orientadas para o futuro tais como a transição de uma agricultura baseada na água doce para uma agricultura baseada na água salgada, fazendo da segurança alimentar o foco da aliança estratégica entre Estados Unidos e China; uma estratégia global para combater o crime organizado; a inteligência coletiva como um dos principais tópicos de interesse.
Press Release – Nova edição do relatório O Estado do Futuro
31 de julho, 2011
Há também capítulos especiais sobre a situação do Egito e suas 34 prioridades pós-revolução; 32 elementos moldando o futuro das artes, mídia, e indústrias do entretenimento no horizonte de 2020; quatro cenários para o futuro da América Latina no horizonte de 2030; e o Índice do Estado do Futuro.
O Estado do Futuro 2011 vem em duas partes: um extrato da pesquisa numa versão impressa com 106 páginas incluindo tabelas, gráficos e diagramas, e um CD contendo 8.500 páginas com todo o conteúdo das pesquisas, análises e dados que se encontra na parte de trás do relatório impresso. Como O Estado do Futuro tem sido utilizado:
 O Presidente da França na preparação dos encontros G-8.
 A Escola Wharton da Universidade da Pensilvânia no curso de MBA sobre Globalização
 A consultoria Deloitte & Touche no seu processo de plano estratégico global
 O Governo da Dinamarca para mudar as suas prioridades em ciência e tecnologia
 Fonte de pesquisa de futuristas, pensadores e consultores, na elaboração de palestras e no desenvolvimento de projetos junto a seus clientes
 Os Governos da China, Kuwait, Coréia do Sul na criação de seus Índices do Estado do Futuro
 Todos os que desejam entender o que está acontecendo no mundo e conhecer o que precisa ser feito em relação a isso
O Projeto Millennium foi criado em 1996 como o primeiro “think-tank” globalizado. Ele realiza pesquisas prospectivas independentes através de seus 40 nodos ao redor do mundo, que conectam perspectivas globais e locais. Nodos são grupos de indivíduos e instituições que aglutinam cérebros da sua respectiva região e trazem os resultados É apoiado por organizações da ONU, corporações multinacionais, universidades, fundações e pelos governos do Azerbaijão, Kuwait, Coréia do Sul e Estados Unidos.
Press Release – Nova edição do relatório O Estado do Futuro
31 de julho, 2011
Os autores estão disponíveis para entrevistas
Jerome Glenn, Fundador e Diretor Executivo, Washington, D.C. EUA Theodore J. Gordon, Fundador e Membro Emérito. principal pesquisador, EUA Elizabeth Florescu, Diretora de Pesquisa, Calgary, Canada
Arnoldo de Hoyos e Rosa Alegria, Diretores do nodo brasileiro – São Paulo, Brasil Nodos ao redor do mundo
São Paulo, Brasil; Artes e Mídia (Global); Baku, Azerbaijão; Beijim, China; Berlim, Alemanha; Bogotá, Colômbia; Bruxelas, Bélgica; Buenos Aires, Argentina; Cairo, Egito; Caracas, Venezuela; Nodo Cibernético (Internet); Helsinki, Finlândia; Istambul, Turquia; Londres, Reino Unido; Ljubljana, Eslovênia; Melbourne, Austrália; Cidade do México, México; Montreal, Canadá; Moscou, Rússia; Nairóbi, Quênia; Nova Déli, Índia; Paris, França; Penam, Malásia; Praga, República Tcheca; Pretória, África do Sul; Roma, Itália; Salmiya, Kuait; San Sebatian, Espanha; Santa Cruz/La Paz, Bolívia; Santiago, Chile; São Domingo, República Dominicana; Seul, Coréia do Sul; Teerã, Irã; Tel Aviv, Israel; Atenas, Grécia; Tóquio, Japão Contatos Internacionais
Jerome Glenn ou Kawthar Nakayima 1-202-686-5179/ 1-202-669-4410 Jerome.Glenn@millennium-project.org http://www.millennium–project.org
Contatos Nacionais – Brasil
Rosa Alegria e Arnoldo Hoyos
Núcleo de Estudos do Futuro – PUC-SP – Nodo brasileiro do Projeto Millennium
http://www.nef.org.br
Telefones (11) 2604-8650 / 4108-1278
nef@nef.org.br

Segue abaixo matéria do jornal O Globo sobre a mudança do McDonalds em seus lanches.

Lição que podemos tirar:

É cada vez maior o aumento da pressão da sociedade sobre as empresas por diversas questões. Aqui fica bem exemplificada a questão alimentar.

CORREÇÃO:

Quando este post foi ao ar havia uma crítica, inclusive no título do post,  sobre a falta de calendário de mudanças para o Brasil:

Nesta fonte http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/949947-rede-anuncia-menos-batatas-e-mais-macas-no-mclanche-feliz.shtmlhá a informação que as mudanças no Brasil começam em 1º de Outubro.

LOS ANGELES, EUA – O McDonald’s informou nesta terça-feira que vai fazer mudanças no McLanche Feliz vendido nos Estados Unidos, a fim de tornar as refeições destinadas a crianças mais saudáveis. Depois de sofrer pressões de grupos de consumidores que exigiam opções mais saudáveis, a empresa reduzirá em mais da metade a porção de batatas fritas e adicionará maçãs.

As mudanças devem começar em setembro e estarão disponíveis em todas as 14 mil lojas do McDonald’s nos Estados Unidos até o fim de março de 2012. Também está sendo planejada uma redução de 15% do sódio nos cardápios americanos até 2015. E, até o ano de 2010, o McDonald’s prometeu cortar sódio, açúcares, gorduras saturadas e calorias nas refeições.

- Vamos observar mais de perto a gestão das porções pensando em como nós podemos introduzir mais grupos de comidas como frutas, vegetais e grãos integrais – disse Cindy Goody, diretora sênior de nutrição do McDonalds.

Fonte: http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mat/2011/07/26/mcdonald-vai-substituir-por-macas-mais-da-metade-da-porcao-de-batatas-fritas-do-mclanche-feliz-vendido-nos-eua-924979681.asp

Estamos buscando profissionais para nível de coordenação. Temos 2 oportunidades na área de Sustentabilidade, se tiverem interesse por favor encaminhar seu cv para mariana@abmsearch.com.br

Trata-se de uma empresa de grande porte Nacional/Multinacional (joint venture).

Pré-requisito Inglês Intermediário/Avançado

Coordenador de Riscos e Crises

Responderá ao Gerente de Riscos e Crises

- Manter atualizada a Matriz de Riscos e Oportunidades prioritários;

- Implementar as estratégias de gerenciamento para os principais riscos e oportunidades, prevenindo crises e assegurando seu escalonamento, com especial atenção aos riscos prioritários definidos na Matriz de Riscos da Companhia;

- Suporte no planejamento, desenvolvimento e disseminação dos processos e ferramentas de gerenciamento de riscos, oportunidades e crises.

Coordenador de Planejamento, Processo e Gestão

Responderá ao Gerente de Sustentabilidade

- Mapear e organizar todas as demandas da área

- Planejar e priorizar as demandas a partir da analise de relevância e urgência para a organização

- Desenhar e implantar um plano de trabalho macro para a área definindo: temas, responsáveis, datas e caminhos críticos dentro de cada tema.

- Estabelecer uma rotina regular de interface com as áreas a fim de capturar o status do plano de trabalho analisando cada tema/demanda e quais os principais obstáculos para resolvê-los no tempo pré-estabelecido.

- Reportar periodicamente o status do plano para gerencia já com possíveis soluções

Local de Trabalho para: São Paulo / Itaim Bibi.

Coca-Cola lançou o seguinte outdoor acompanhado da marca (grife?) WWF: http://www.huffingtonpost.com/2011/06/28/coca-cola-plant-billboard_n_886192.html

A ideia poderia ter sido usada por qualquer empresa porque não se refere ao produto ou serviço oferecido. Apenas é mais uma “sacada genial” de algum publicitário criativo, que pensou em algo novo e que gera uma reação positiva quase-automática no público. Para completar ainda tem o panda-emo certificando a “sacada genial”.

O quanto de dióxido de carbono aquele painel captura da atmosfera não importa. Como elas serão descartadas após o tempo de exposição também não importa. Se aquela espécie lá plantada adapta-se bem a um ambiente vertical ou se está lá apenas por ser verde não importa.

O que importa é gerar “recall”, fazer com que a Coca-Cola seja lembrada como a empresa que ajuda a salvar o planeta, junto com o WWF.

Pode ser chatice minha, mas se fazer greenwashing desde que devidamente certificado por terceira parte pode, meu medo é que as empresas, cada vez mais, direcionem seu foco para as “sacadas geniais” de algum publicitário criativo.

Adriano Ferreira Lima

Primeiro,  o texto que segue abaixo parece ser muito mais uma tentativa de vender livros do que propor uma nova metodologia na abordagem da RS. Mas gosto da parte que aborda a criatividade. Ainda não vejo nada no que tange às empresas reconhecerem sua responsabilidade e ao patrocínio real das empresas.
Outra abordagem interessante do livro é a indicação de que os indicadores como corrupção e indicadores ambientais estão melhores, essa é uma premissa importante para repensarmos nossa atuação. Porém, não fala de repensar processos, impedir danos ao meio ambiente e potenciais impactos sociais de grupos menos favorecidos, enfim, mais do mesmo.
Observa-se diariamente em nosso cotidiano, cada vez mais a sustentabilidade entrando em nossas vidas. Nunca se viu tantas empresas realmente compromissadas com o desenvolvimento sustentável, as práticas de corrupção estão diminuindo. Estas são algumas das falácias que estão impregnadas em nossa realidade, a verdade é que o jeito como é conduzida a Responsabilidade e Sustentabilidade das Empresas hoje em dia, não é tão eficaz quanto se gostaria, prova disso são os cada vez piores indicadores sociais e ambientais.
No livro “The Age of Responsibility” o autor PhD Wayne Visser enumera o porque do modelo atual de atuação das empresas não vem contribuindo de maneira positiva com as questões socioambientais, nesse panorama, Visser propõe uma nova maneira de pensar a Responsabilidade e Sustentabilidade das organizações. A RSE, sigla mais conhecida por Responsabilidade Social Empresarial, deve ser vista de outra forma, inclusive em sua nomenclatura, passando a ser RSE 2.0 ou Responsabilidade e Sustentabilidade Empresarial, mais abrangente e adequado as atuais necessidades acadêmicas e gerenciais, âmbitos onde ainda existem falta de conhecimento de grande parte dos gestores sobre o que se trata.
Assim como as empresas se renovam de tempos em tempos,
esse é o tempo de renovar e repensar a Responsabilidade
Social Empresarial
Na proposta de Visser, a RSE 2.0 seria pautada em cinco princípios fundamentais, principios estes que seriam fundamentais na construção de uma nova realidade onde, as empresas como um todo, possam contribuir com impactos positivos sobre a sustentabilidade planetária. Assim como o bem sucedido modelo da qualidade total e seus princípios, porque não adotar princípios para nortear as organizações sobre suas ações de sustentabilidade? Os principios que o autor expõe são:
  1. Criatividade: A questão da criatividade é um fator determinante nas inovações, mas as empresas devem direcionar sua criatividade para gerar inovações que gerem valores econômicos, mas que também reduzam impactos, assim auxiliando na resolução de problemas socioambientais.
  2. Atingir Escala: As boas práticas em Responsabilidade e Sustentabilidade Empresarial que realmente venham a dar certo, devem ser comunicados ao mercado para que assim mais e mais empresas as adotem. Afinal, sozinho, ninguém faz a diferença.
  3. Pensar Global e Agir Local: Pensar as estratégias em Responsabilidade e Sustentabilidade Empresarial, sempre levando em consideração as peculiaridades locais, importar no estilo “Copiar/Colar” pode nem sempre ser tão efetivo.
  4. Receptividade: As organizações devem ser mais receptivas no sentido de questionar se suas ações realmente fazem a diferença, caso não, estar de braços abertos para adotar práticas que fomentem a sustentabilidade em todos os seus âmbitos.
  5. Circularidade: Pensar a utilização dos recursos produtivos de maneira mais racional, fazendo uso dos 3R’s (Reduzir, Reciclar, Reutilizar);

Fonte: http://www.ecodebate.com.br/2011/06/08/sustentabilidade-adjetivo-ou-substantivo-artigo-de-leonardo-boff/

Sustentabilidade: adjetivo ou substantivo? artigo de Leonardo Boff
É de bom tom hoje falar de sustentabilidade. Ela serve de etiqueta de garantia de que a empresa, ao produzir, está respeitando o meio ambiente. Atrás desta palavra se escondem algumas verdades mas também muitos engodos. De modo geral, ela é usada como adjetivo e não como substantivo.
Explico-me: como adjetivo é agregada a qualquer coisa sem mudar a natureza da coisa. Exemplo: posso diminuir a poluição química de uma fábrica, colocando filtros melhores em suas chaminés que vomitam gases. Mas a maneira com que a empresa se relaciona com a natureza donde tira os materiais para a produção, não muda; ela continua devastando; a preocupação não é com o meio ambiente mas com o lucro e com a competição que tem que ser garantida. Portanto, a sustentabilidade é apenas de acomodação e não de mudança; é adjetiva, não substantiva.
Sustentabilidade como substantivo exige uma mudança de relação para com a natureza, a vida e a Terra. A primeira mudança começa com outra visão da realidade. A Terra está viva e nós somos sua porção consciente e inteligente. Não estamos fora e acima dela como quem domina, mas dentro como quem cuida, aproveitando de seus bens mas respeitando seus limites. Há interação entre ser humano e natureza. Se poluo o ar, acabo adoecendo e reforço o efeito estufa donde se deriva o aquecimento global. Se recupero a mata ciliar do rio, preservo as águas, aumento seu volume e melhoro minha qualidade de vida, dos pássaros e dos insetos que polinizam as ávores frutíferas e as flores do jardim.
Sustentabilidade como substantivo acontece quando nos fazemos responsáveis pela preservação da vitalidade e da integridade dos ecossistemas. Devido à abusiva exploração de seus bens e serviços, tocamos nos limites da Terra. Ela não consegue, na ordem de 30%, recompor o que lhe foi tirado e roubado. A Terra está ficando, cada vez mais pobre: de florestas, de águas, de solos férteis, de ar limpo e de biodiversidade. E o que é mais grave: mais empobrecida de gente com solidariedade, com compaixão, com respeito, com cuidado e com amor para com os diferentes. Quando isso vai parar?
A sustentabilidade como substantivo é alcançada no dia em que mudarmos nossa maneira de habitar a Terra, nossa Grande Mãe, de produzir, de distribuir, de consumir e de tratar os dejetos. Nosso sistema de vida está morrendo, sem capacidade de resolver os problemas que criou. Pior, ele nos está matando e ameaçando todo o sistema de vida.
Temos que reinventar um novo modo de estar no mundo com os outros, com a natureza, com a Terra e com a Última Realidade. Aprender a ser mais com menos e a satisfazer nossas necessidades com sentido de solidariedade para com os milhões que passam fome e com o futuro de nossos filhos e netos. Ou mudamos, ou vamos ao encontro de previsíveis tragédias ecológicas e humanitárias.
Quando aqueles que controlam as finanças e os destinos dos povos se reunem, nunca é para discutir o futuro da vida humana e a preservação da Terra. Eles se encontram para tratar de dinheiros, de como salvar o sistema financeiro e especulativo, de como garantir as taxas de juros e os lucros dos bancos. Se falam de aquecimento global e de mudanças climáticas é quase sempre nesta ótica: quanto posso perder com estes fenômenos? Ou então, como posso ganhar comprando ou vendendo bonus de carbono (compro de outros paises licença para continuar a poluir)? A sustentabilidade de que falam não é nem adjetiva, nem substantiva. É pura retórica. Esquecem que a Terra pode viver sem nós, como viveu por bilhões de anos. Nós não podemos viver sem ela.
Não nos iludamos: as empresas, em sua grande maioria, só assumem a responsabilidade socio-ambiental na medida em que os ganhos não sejam prejudicados e a competição não seja ameaçada. Portanto, nada de mudanças de rumo, de relação diferente para com a natureza, nada de valores éticos e espirituais. Como disse muito bem o ecólogo social uruguaio E. Gudynas: “a tarefa não é pensar em desenvolvimento alternativo mas em alternativas de desenvolvimento”.
Chegamos a um ponto em que não temos outra saída senão fazer uma revolução paradigmática, senão seremos vítimas da lógica férrea do Capital que nos poderá levar a um fenomenal impasse civilizatório.
*Leonardo Boff, Teólogo e Filósofo, é autor de mais de 60 livros nas áreas de Teologia, Ecologia, Espiritualidade, Filosofia, Antropologia e Mística. A maioria de sua obra está traduzida nos principais idiomas modernos.

Para este trabalho desenvolveremos um breve estudo sobre a ligação entre a ética, a consciência pessoal e a responsabilidade social corporativa.

O termo ética deriva do grego ethos (caráter, modo de ser de uma pessoa). Ética é um conjunto de valores morais e princípios que norteiam a conduta humana na sociedade, ou pelo menos deveriam nortear. A ética serve para que haja um equilíbrio e bom funcionamento social, possibilitando que ninguém saia prejudicado. Neste sentido, a ética, embora não possa ser confundida com as leis, está relacionada com uma sensação de justiça, um direito da maioria sobre a minoria.

Responsabilidade social corporativa (RSC), é elencado em PEREIRA e CAMPOS      (2007, p. 6) de duas formas:

“McWilliams (2001) define RSC como um conjunto de ações que parecem oferecer ganhos sociais além dos interesses básicos da empresa e do que é requerido por lei, significando que a mesma deve ir além dos limites legais da organização e que a atuação empresarial permeia o ambiente interno, tal como todos os demais fatores externos aos quais a organização está diretamente relacionada ou não.

 

 

Já Daft (1999) ratifica esse entendimento, mas destaca que a responsabilidade social da empresa baseia-se na obrigação da administração de tomar decisões e ações que irão contribuir para o bem-estar e os interesses da empresa não se restringe exclusivamente à gestão do negócio, fomentando a geração de riqueza e a obtenção de lucro, mas também ao desdobramento e respectiva influência de suas ações no âmbito social.”

O estudo da ética nos leva a encarar ações que são tidas como comuns em nosso cotidiano e repensá-las em um contexto maior, levando em consideração o que já foi desenvolvido por sociólogos e filósofos em relação a esta ciência.

Vimos que o conceito de responsabilidade social prevê ir além das responsabilidades. A ética e a consciência relacionam-se com esse conceito de forma a elevar a capacidade de atuação das empresas, agindo além do que exige a legislação, que muitas vezes fica aquém dos preceitos éticos.

É importante entender que a ética varia de acordo com o local e a sociedade na qual ela está envolvida. Como um exemplo podemos citar a ética médica, que varia muito de acordo com o país envolvido, porém TAM normas éticas internacionais, constantemente em conflito.

Em um contexto globalizado essa vertente é especialmente importante, o que pode ser considerado ético na atuação de determinada empresa em seu país pode ser mais rigoroso ou menos rigoroso que a ética local.

A ISO 26000, construída com o intento de ser uma norma que traz unidade ao conceito de responsabilidade social indica que as empresas devem atuar da forma mais rigorosa na qual esteja envolvida para ter uma atuação entendida como ética. Por exemplo, se as demandas ambientais são menores num país africano do que em um país europeu, uma empresa européia não deveria aproveitar-se disso para obter uma vantagem competitiva. Caso semelhante a este exemplo sofreu a Nike, cuja contratada asiática aproveitou-se de mão de obra infantil para produzir parte de seus tênis, o caso chegou à mídia internacional e a Nike foi extremamente impactada em termos de vendas, imagem corporativa, impactando diretamente seu resultado financeiro e sua capacidade de conseguir empréstimos.

O caso da Nike é especialmente importante do ponto de vista do conflito ético, pois as leis americanas não exigem responsabilidade sobre a atuação dos seus fornecedores e são extremamente reativas quanto à questão de esfera de influência, porém a sociedade tem conceitos éticos que indicam que não seria correto comprar produtos oriundos de mão de obra infantil.

A credibilidade da instituição é o reflexo da pratica de valores como a integridade, honestidade, transparência, qualidade do produto, eficiência do serviço, respeito ao consumidor, entre outros. É importante relembrar que uma empresa é feita de pessoas, a cultura desta empresa é feita do conjunto de ideais, idéias, valores, atitudes e aptidões de seu público interno. Que os princípios e valores eleitos pelos seus fundadores e que impregnam a cultura da organização são éticos. Que seus colaboradores, desde a alta administração até o ultimo contratado, devem zelar pela conduta ética, e procurar exercer a liberdade com responsabilidade, tanto no seu relacionamento interno, como com o público externo para que se tenha uma atuação realmente ética.

Recentes escândalos em empresas vêm reacendendo as discussões sobre ética nas empresas e na sociedade.  Como exemplos podemos citar casos nacionais, como o Banco Panamericano, envolvido em um golpe contábil realizado para camuflar a saúde financeira da empresa, ou o caso de Antonio Palocci, cujo patrimônio multiplicou por 20 vezes em poucos anos, e, apesar de não ter infringido a lei, feriu questões éticas esperadas de um homem público.

Os casos internacionais também são extensos e envolvem o caso Enron e Worldcom, cuja maquiagem contábil prejudicou milhares de acionistas, culminando com o fechamento da empresa, demissões, perdas milionárias e perda de credibilidade por parte das agências reguladoras e agentes auditores, que davam a chancela aos relatórios contábeis. Estes casos, inclusive, geraram toda uma nova legislação vinculada à prestação de contas, responsabilização dos administradores e à transparência das empresas, a chamada lei Sarbanes-Oxley.

A crise imobiliária americana, cujos atores principais foram Goldman Sachs, Lehman Brothers, J. P. Morgan, Merryl Lynch e a seguradora AIG que envolveu o mundo inteiro na chamada crise do subprime, onde títulos imobiliários eram vendidos em pacotes, sem a devida consciência de quem os estava comprando, os bancos agiam vendendo pacotes com juros atrativos, já que os produtos eram mais arriscados, porém, sem a devida consciência dos riscos envolvidos.

Recentemente a Siemens teve diretores responsabilizados quanto à criação de caixa 2 que seria vinculado a propinas para conseguir projetos, sendo o mais famoso caso as olimpíadas de Atenas, não tendo sido concluído o caso até agora. Especificamente neste caso pode ter sido envolvido até 100 milhões de Euros da empresa, não estando claro se seu envolvimento foi cúmplice ou se a empresa foi prejudicada. (http://www.dw-world.de/dw/article/0,,2243895,00.html). Esse modo de operar, através de propinas, põe em xeque a meritocracia pregada pela democracia ocidental e o próprio sistema capitalista, gerando uma crise de confiança entre os atores envolvidos.

Questionamentos sobre o modus operandi das empresas e sobre as conseqüências das suas decisões sobre governos, comunidades, público interno e outros públicos de interesse também corroboram a ideia de uma discussão mais ampla sobre sua atuação. De acordo com uma visão ética moderna, as empresas possuem impactos que podem e devem ser reconhecidos e tratados de forma correta, transparente e proporcional.

Dois conceitos importantes levantados pela ISO 26000, que obteve 93% de aprovação dos países que fazem parte da ISO, que é uma norma que se propõe a ser a norma que dita a responsabilidade social de forma internacional, são os conceitos de accountability e due diligence.

O conceito de accountability entende que “convém que a organização preste contas e se responsabilize por seus impactos na sociedade, na economia e no meio ambiente.”

Já o conceito de due diligence indica que “as organizações têm a responsabilidade de exercer a due diligence para identificar, prevenir e acordar impactos reais ou potenciais nos direitos humanos resultantes de suas atividades ou de atividades daqueles com quem  se relaciona. A due diligence também pode alertar uma organização sobre a responsabilidade de influenciar o comportamento de outros quando eles possam ser causa de violações de direitos humanos e em que a organização possa, de alguma forma, estar implicada.

Dessa forma podemos ver como os conceitos de ética, consciência e responsabilidade social vêm interagindo de forma que um atenda o outro.

O conceito de responsabilidade social vem evoluindo no sentido de afastar-se de ações pontuais e filantrópicas para uma atuação corporativa integrada, homogênea, que reconhece e mitiga seus impactos, que presta contas sobre a sua atuação de forma transparente, ética e sustentável, além de permitir desenvolvimento conjunto das comunidades onde atua.

Diante deste quadro, políticas anti-corrupção, códigos de ética, auditorias internas e outras ferramentas de gestão vêm atuando para tentar garantir que haja uma responsabilidade social corporativa baseada em critérios éticos na empresa.

Em nossa visão o maior conflito ético das empresas é que as maiores empresas exercem um papel desequilibrado em relação aos demais atores, portanto, achar o ponto ideal entre garantir os interesses da empresa e não causar prejuízo a outros públicos é um dos maiores conflitos éticos atuais do mundo corporativo.

Um dos maiores desafios da sociedade em relação à questão ética é a prioridade. Muitas possuem programas, incentivos ou até auditorias comportamentais, porém, a questão ética não está presente na cultura da maioria das empresas, onda as decisões são tomadas em sua maioria considerando somente a dimensão econômica, sem levar em conta a dimensão ética da escolha.

Outra questão relacionada à ética das empresas é a cumplicidade. Uma vez que a empresa tem influência direta sobre governos, parceiros e principalmente, fornecedores. É crítica a “terceirização” da responsabilidade de grandes empresas, que através de seus fornecedores desrespeitam de forma indireta direitos humanos, trabalhistas, entre outros. A legislação brasileira compreende parte dessa responsabilidade e traz os conceitos de responsabilidade solidária (total) ou subsidiária (parcial), porém, muitas vezes a legislação atende somente aos preceitos trabalhistas, deixando de lado questões humanas e éticas.

Os problemas éticos das empresas causam grandes prejuízos econômicos, imagem e de valor de mercado, podendo dificultar acesso a mercados, acesso ao crédito ou mesmo causar o fechamento de postos de trabalho em casos mais extremos. NASH, (1993, pág. 4) resume bem a questão: “Os administradores percebem os altos custos impostos pelos escândalos nas empresas: multas pesadas, quebra da rotina normal, baixo moral dos empregados, aumento da rotatividade, dificuldades de recrutamento, fraude interna e perda da confiança pública na reputação da empresa”.

A questão ética influenciará diretamente o sucesso das empresas, pois a pressão de diferentes públicos de interesse por uma gestão ética e responsável somente aumenta dia após dia. Como exemplo temos o caso do Conar (http://www1.folha.uol.com.br/mercado/926554-conar-cria-normas-para-apelos-de-sustentabilidade-na-publicidade.shtml), que recentemente passou a exigir que as empresas com apelos de sustentabilidade possam comprovar que efetivamente há uma vantagem para o meio ambiente ou para a sociedade no momento de aprovar uma campanha, é somente uma questão de tempo para alguma empresa colocar em prática o “greenwashing” e ser devidamente punida pelo Conar.

Os dilemas éticos vêm acompanhados pela questão da falibilidade humana. A ética será, portanto, uma eterna busca humana contra os desejos de fazer algo que conscientemente entendamos que não é certo. Caberá aos profissionais de todas as áreas, e não somente à área que cuida da ética dentro da empresa cuidar deste importante tópico nas empresas e na sociedade como um todo.

A ciência da administração enxerga a falta da dimensão ética nas decisões suicida para as empresas, pois ela é essencialmente de curto prazo, e as empresas precisam planejar com visão de longo prazo, trazendo benefícios mútuos aos públicos de interesse.

Defendemos assim que haja por parte das empresas, apelos, campanhas, códigos de ética devidamente divulgados e com punições previstas às suas infrações, auditorias comportamentais efetivas e igualitárias para todas as classes da empresa.

Porém, sabemos que a mudança começa por nós mesmos, e que a melhor forma de educar é pelo exemplo. Que parta de cada um de nós a mudança que queremos ver no mundo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Bibliografia:

 

PEREIRA, Wolney Afonso;  CAMPOS FILHO, Luiz Alberto Nascimento . Investigação sobre as semelhanças entre os modelos conceituais da responsabilidade social corporativa. RGSA – Revista de Gestão Social e Ambiental. v.1, n.1, p.3-18, . jan-abr: 2007

 

ABNT NBR ISO 26000:2010 Norma de Responsabilidade Social

 

NASH, Laura L. Ética nas empresas – Boas intenções à parte. Makron books 1993.

 

Links:

 

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/926554-conar-cria-normas-para-apelos-de-sustentabilidade-na-publicidade.shtml)

 

http://www.dw-world.de/dw/article/0,,2243895,00.html

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