Ha de se ter responsabilidade social em tudo.

Esse post-crítica vai tratar sobre as ações para vendas que têm o público infantil como alvo.

Vou tomar como base o exemplo do banco imobiliário, com patrocínio de Vivo, Itaú, TAM Viagens, MasterCard, Nívea e Ipiranga.

Ao fabricar o “Super Banco Imobiliário” a fabricante Estrela buscou patrocínios e fez sua parte, porem alguem para essa conta aos patrocinadores.

A questão é o quanto uma criança é influenciada quando lê uma carta que diz, suas ações da Vivo valorizaram, ganhe 200, mesmo sem entender direito o que é uma ação.

Seguindo esse raciocínio até que ponto uma propaganda pode ir? De que adianta ter milhões de programas sociais se a empresa faz lavagem cerebral com pré-adolescentes?

Há uma tendência que comerciais para crianças sejam cada vez mais restritos, então esse tipo de ação deve aumentar nos próximos anos e certamente será mais visto pelos responsáveis pelos jovens daqui para frente.

Pessoalmente eu não daria o novo banco imobiliário para meu filho, ele já vai ser influenciado o suficiente por outros meios. Penso que seja esse tipo de ação seja invasiva. Além disso, vejo as gerações de crianças que hoje têm de 8 a 15 anos e vejo uma nação consumista sendo criada, principalmente na classe média, uma inversão de valores que nos torna dependentes de um regime que faz mal ao planeta, gera desigualdade, poluição e guerras.

Há de se explicar às crianças que o importante é a diversão, e não a valorização das ações da TAM, que é essencial fazer amigos, não acumular dinheiro, que o importante é competir, não ganhar pontos em seu cartão de crédito.

Empresas lutam para ser onipresentes e para estar sempre na mente dos usuários, temos de estar atentos aos limites do nosso cérebro e até que ponto é correto uma semi-hipnose para me fazer comprar um produto.

Hoje há uma discussão sobre os diferentes tipos de divulgação e métodos de atração de clientes utilizados pelas empresas, havendo críticas também ao chamado marketing cognitivo, podem me chamar de tradicional, mas tenho saudades de quando eu comprava a companhia de táxi, ainda bem que não colocaram a cooperativa do César Maia no jogo.

No futuro a política de propaganda certamente fará parte da política de responsabilidade social das empresas, e as mais corretas indicarão que abrem mão desse tipo de ação simplesmente para ganhar mercado, repito que é nessas empresas que os melhores talentos procurarão, a seleção natural cuidará do resto, o tempo dirá.

Indico ainda que esta é uma forma de entender o comportamento da empresa, se ela é capaz deste tipo de ação pode ser capaz também de outras ações moralmente questionáveis.