em http://www.clientesa.com.br/estatisticas/41161/consumidores-estao-desconfiados/Ler.aspx

A pesquisa “O Consumidor Brasileiro e a Sustentabilidade: Atitudes e Comportamentos frente o Consumo Consciente, Percepções e Expectativas sobre a Responsabilidade Social Empresarial”, apresentada pelos institutos Akatu e Ethos, mostra que os consumidores querem mais informações das empresas e estão desconfiados. Apenas 13% dos consumidores acreditam nas informações sobre RSE (Responsabilidade Social Empresarial). Outros 44% disseram não acreditar e 32%, depender de qual empresa. A pesquisa ouviu 800 mulheres e homens, com idade igual ou superior a 16 anos, de todas as classes sociais e regiões geográficas do país.

 

Este novo estudo realizado por iniciativa dos institutos Akatu e Ethos traz alguns resultados positivos, como a manutenção do percentual de consumidores conscientes em 5% o que, considerando-se o aumento populacional, significa um crescimento de cerca de 500 mil consumidores aderindo a valores e comportamentos mais sustentáveis.

 

Mas, ao mesmo tempo, constatou-se crescimento (de 25% para 37% do total) do segmento de consumidores mais distante destes valores e comportamentos, o grupo chamado de “Indiferente”. De forma geral, o crescimento do segmento de consumidores “indiferentes” é creditado ao movimento de ascensão social e de incorporação no mundo do consumo de uma parte significativa da população brasileira, verificados especialmente ao longo dos dois governos do presidente Lula (2003-2006 e 2007-2010).

esse é o post do link acima apresentado, comentarei abaixo:

Analisando essa desconfiança do público em geral só podemos chegar à conclusão que o que venho tratando aqui no blog vem se repetindo na sociedade como um todo.

 

A responsabilidade social não pode mais ser tratada como uma ação de propaganda ou como algo pontual, deve estar na estratégia do relacionamento com os públicos de interesse.

 

O livro marketing 3.0, de Kotler, me fez lembrar de uma teoria antiga minha, de que a responsabilidade social vem evoluindo como evoluiu o marketing. No início o marketing era somente visar obter mais clientes, passou a focar em fidelização, diferenciação, público-alvo, atendimento das necessidades do cliente, vínculo com a marca, participação, posicionamento, gestão da marca, táticas de precificação, etc.

 

Da mesma forma que a responsabilidade social teve suas origens em ações filantrópicas e que algumas empresas hoje ainda usem esse tipo de comportamento (ou ações pontuais) para conseguir alguns clientes a mais, ou mesmo para posicionar seu produto, tenho a esperança que evoluirá para a estratégia, da mesma forma que o marketing.

 

Conflitos éticos, falsas promessas, descompromisso das empresas e desconexão com a cultura vigente são razões que me levam a explicar a baixíssima aceitação das ações, conforme a pesquisa acima nos faz acreditar.

 

Talvez o número mais importante da pesquisa sejam os 32% que dizem acreditar, dependendo da empresa que apresenta as ações, mostrando que a continuidade e a seriedade podem conquistar uma boa fatia do público consumidor.

 

Lembro ainda que o foco ainda está muito no consumidor, mas que há diversos movimentos de responsabilidade social  que vêm influenciando as relações entre empresas e fornecedores, o caso mais visível provavelmente seja o do Wal Mart que vem tentando resgatar sua imagem junto a parceiros e comunidade, depois de anos de abusos e desrespeito.